terça-feira, 13 de abril de 2010
Procissão da Ressureição em Castelo de Vide
Procissão da Ressurreição que se iniciou ás 11 horas, aqui deixamos as imagens mais marcantes da mesma, e que como é hábito, integrava os estandartes das forças vivas do Concelho.
A abrir a Procissão, dois elementos da GNR a cavalo, seguidos do Cavaleiro nascido em Castelo de Vide, João Carlos Folgado.
A seguir vinha a Fanfarra dos Bombeiros Voluntarios de Castelo de Vide, á frente de dezenas de estandartes das associações e colectividades, instituições, irmandades, juntas de freguesia, etc, cada uma delas representadas pelos seus Directores, Presidentes, etc., e tambem a Cãmara Municipal c/ todo o seu elenco.
Finalmente, o Sr. Padre Victor Milicias e Cónego Tarcisio Alves ladeados por cada um dos representantes das instituições da vila e, por último a Banda União Artistica que com a sua música acompanhava a procissão, seguidos de centenas de populares
Largas centenas de pessoas estavam espalhadas por todo o percurso da Procissão que terminou de novo na Igreja Matriz, onde se seguiu a Missa celebrada pelo Padre Victor Milicias.
A abrir a Procissão, dois elementos da GNR a cavalo, seguidos do Cavaleiro nascido em Castelo de Vide, João Carlos Folgado.
A seguir vinha a Fanfarra dos Bombeiros Voluntarios de Castelo de Vide, á frente de dezenas de estandartes das associações e colectividades, instituições, irmandades, juntas de freguesia, etc, cada uma delas representadas pelos seus Directores, Presidentes, etc., e tambem a Cãmara Municipal c/ todo o seu elenco.
Finalmente, o Sr. Padre Victor Milicias e Cónego Tarcisio Alves ladeados por cada um dos representantes das instituições da vila e, por último a Banda União Artistica que com a sua música acompanhava a procissão, seguidos de centenas de populares
Largas centenas de pessoas estavam espalhadas por todo o percurso da Procissão que terminou de novo na Igreja Matriz, onde se seguiu a Missa celebrada pelo Padre Victor Milicias.
Procissão das Tochas Floridas em S. Braz de Alportel



Nos séculos XV-XVI, a procissão da Ressurreição era teatralizada. A cerimónia do ”encontro” de Maria com Cristo era o momento mais alto da procissão. Cantavam-se as “alegrias” de Maria e de “Cristo Triunfante”. Era a Procissão do Triunfo ou Real.
O Concílio de Trento (1545-1563) proíbe esta representação ao vivo nas procissões, devido à “falta de decência” e ao “burlesco” de algumas encenações. Surgem as procissões com o Santíssimo Sacramento no dia de Páscoa e Corpo de Deus. Porém, não foi fácil a mudança.
Nos séculos XVII e XVIII, abadias e catedrais, a pouco e pouco, realizam a mesma procissão mas com as figuras bíblicas em andores. O Santíssimo Sacramento ia no fim da procissão alumiado por tochas acesas.
No Algarve, em 1674, D. Francisco Barreto, em 1674, nas Constituiçoens Synodais do Bispado do Algarve, decreta a procissão pascal com o Santíssimo Sacramento.
Em São Brás de Alportel, D. José de Santa Susana, em 9 de Maio de 1731, autorizou a procissão com o Santíssimo Sacramento, na festa do Corpo de Deus. A procissão pascal foi implantada depois desta data. Era exigido «clérigos bastantes» e «cópia de confrarias» com tochas acesas para a organização da procissão.
No século XIX, no Algarve, a procissão, no dia de Páscoa, com o Santíssimo Sacramento «está tão espalhada que poucas ou nenhumas freguesias a não fazem. Nalguns lugares ela tem foros de grande acontecimento. As ruas são juncadas, nas casas põem-se colgaduras e até as próprias velas das crianças e dos fiéis são floridas. É a procissão das flores, como nalguns lugares lhe chamam».(1)
Em São Brás de Alportel, nos finais do século XIX, realizava-se uma procissão grandiosa. As colunas da igreja tinham damascos ou veludos encarnados. As portas e janelas eram ornamentadas e as ruas atapetadas com ”erva de cheiro” e flores. Havia arcos triunfais floridos.
Os homens empunhavam as suas tochas (velas) floridas. À falta de cera, pintavam paus que decoravam com flores dos alegretes. As confrarias incorporavam-se. Os clérigos iam no meio das alas a cantar os hinos e antífonas pascais e o povo respondia: Aleluia, aleluia, aleluia.
São Brás de Alportel, em 1910, era uma paróquia muito cristã. Com a implantação da República tudo se alterou. As confrarias quase se extinguiram. Em 1912, ainda saiu a procissão.
O furor anticlerical desmotivou as pessoas. Em 1920 saiu de novo a procissão da Ressurreição: «única em todo o Portugal. Incorporam-se nela dezenas de rapazes, que empunhando suas velas enfeitadas com lindas flores, entoam em alta grita, o “ressuscitou como disse, aleluia, aleluia”. Isto só em São Brás e a alegria que em todos se nota e a satisfação que em todos os rostos se lê, é como que a compensação da tristeza profunda dos dois dias anteriores».(2)
Nas décadas de quarenta e cinquenta, do século passado, os homens de São Brás de Alportel voltaram às procissões. O tradicional canto das antífonas, em latim, desapareceu com a falta de clérigos. Presentemente, a procissão é um mar de gente com as suas tochas floridas a cantar com voz forte o aleluia da ressurreição. A procissão inicia a sua caminhada e, na falta de cantores, um homem levanta a voz e proclama esta antífona pascal: Ressuscitou como disse! E o povo responde cantando: Aleluia, aleluia, aleluia! Imediatamente outro cantor entoa a antífona e todos respondem empunhando bem alto e com orgulho a sua tocha florida. É um coro de vozes aqui e ali ao longo de toda a procissão. As vozes sobrepõem-se umas às outras. As gargantas ficam ressequidas com a gritaria. Novos e velhos levantam o canto e todos repetem aleluia. É uma festa dentro dos corações desta gente. É um ambiente único, cheio de cor, de alegria e de fé popular. A raiz religiosa está dentro do coração destes homens, alguns vindos de longe, e neste dia todos cantam aleluia. Unidos por uma força atávica, crentes e não crentes, (a maioria dos homens não frequenta a igreja), porém, irmanados pelo mesmo sentimento religioso, todos cantam até à exaustão o aleluia em honra de Cristo Ressuscitado. As ruas são engalanadas e têm um tapete florido ao longo da procissão.
Pe. José Duarte da Cunha
O Concílio de Trento (1545-1563) proíbe esta representação ao vivo nas procissões, devido à “falta de decência” e ao “burlesco” de algumas encenações. Surgem as procissões com o Santíssimo Sacramento no dia de Páscoa e Corpo de Deus. Porém, não foi fácil a mudança.
Nos séculos XVII e XVIII, abadias e catedrais, a pouco e pouco, realizam a mesma procissão mas com as figuras bíblicas em andores. O Santíssimo Sacramento ia no fim da procissão alumiado por tochas acesas.
No Algarve, em 1674, D. Francisco Barreto, em 1674, nas Constituiçoens Synodais do Bispado do Algarve, decreta a procissão pascal com o Santíssimo Sacramento.
Em São Brás de Alportel, D. José de Santa Susana, em 9 de Maio de 1731, autorizou a procissão com o Santíssimo Sacramento, na festa do Corpo de Deus. A procissão pascal foi implantada depois desta data. Era exigido «clérigos bastantes» e «cópia de confrarias» com tochas acesas para a organização da procissão.
No século XIX, no Algarve, a procissão, no dia de Páscoa, com o Santíssimo Sacramento «está tão espalhada que poucas ou nenhumas freguesias a não fazem. Nalguns lugares ela tem foros de grande acontecimento. As ruas são juncadas, nas casas põem-se colgaduras e até as próprias velas das crianças e dos fiéis são floridas. É a procissão das flores, como nalguns lugares lhe chamam».(1)
Em São Brás de Alportel, nos finais do século XIX, realizava-se uma procissão grandiosa. As colunas da igreja tinham damascos ou veludos encarnados. As portas e janelas eram ornamentadas e as ruas atapetadas com ”erva de cheiro” e flores. Havia arcos triunfais floridos.
Os homens empunhavam as suas tochas (velas) floridas. À falta de cera, pintavam paus que decoravam com flores dos alegretes. As confrarias incorporavam-se. Os clérigos iam no meio das alas a cantar os hinos e antífonas pascais e o povo respondia: Aleluia, aleluia, aleluia.
São Brás de Alportel, em 1910, era uma paróquia muito cristã. Com a implantação da República tudo se alterou. As confrarias quase se extinguiram. Em 1912, ainda saiu a procissão.
O furor anticlerical desmotivou as pessoas. Em 1920 saiu de novo a procissão da Ressurreição: «única em todo o Portugal. Incorporam-se nela dezenas de rapazes, que empunhando suas velas enfeitadas com lindas flores, entoam em alta grita, o “ressuscitou como disse, aleluia, aleluia”. Isto só em São Brás e a alegria que em todos se nota e a satisfação que em todos os rostos se lê, é como que a compensação da tristeza profunda dos dois dias anteriores».(2)
Nas décadas de quarenta e cinquenta, do século passado, os homens de São Brás de Alportel voltaram às procissões. O tradicional canto das antífonas, em latim, desapareceu com a falta de clérigos. Presentemente, a procissão é um mar de gente com as suas tochas floridas a cantar com voz forte o aleluia da ressurreição. A procissão inicia a sua caminhada e, na falta de cantores, um homem levanta a voz e proclama esta antífona pascal: Ressuscitou como disse! E o povo responde cantando: Aleluia, aleluia, aleluia! Imediatamente outro cantor entoa a antífona e todos respondem empunhando bem alto e com orgulho a sua tocha florida. É um coro de vozes aqui e ali ao longo de toda a procissão. As vozes sobrepõem-se umas às outras. As gargantas ficam ressequidas com a gritaria. Novos e velhos levantam o canto e todos repetem aleluia. É uma festa dentro dos corações desta gente. É um ambiente único, cheio de cor, de alegria e de fé popular. A raiz religiosa está dentro do coração destes homens, alguns vindos de longe, e neste dia todos cantam aleluia. Unidos por uma força atávica, crentes e não crentes, (a maioria dos homens não frequenta a igreja), porém, irmanados pelo mesmo sentimento religioso, todos cantam até à exaustão o aleluia em honra de Cristo Ressuscitado. As ruas são engalanadas e têm um tapete florido ao longo da procissão.
Pe. José Duarte da Cunha
O QUE É A VISITA PASCAL OU COMPASSO?

A visita Pascal é a visita que o pároco faz aos habitantes da freguesia, revestido de sobrepeliz e estola branca, acompanhado do juiz da cruz, portador da cruz paroquial, dois mordomos, um com a caldeirinha da água benta, outro com a cesta ou bolsa para recolha do folar, todos de opas vermelhas, precedidos do miúdo da campainha.
Em algumas paróquias para-se, ao meio dia, para almoçar noutros lados é um contínuo correr por estradas, caminhos, atalhos, montes e campos. À porta de cada casa espera de joelhos ou de pé o chefe de família que beija e dá a cruz a beijar aos seus familiares. Normalmente ajoelhados ou em volta da mesa, onde estão os ovos,
as maçãs, as laranjas e o envelope do dinheiro que constitui o folar do senhor abade. Este entra, asperge com água benta, saúda com as palavras “Aleluía! Aleluía! A paz do senhor esteja nesta casa e em todos os que nela
habitam” ou “Aleluía! Aleluía! Ressuscitou Jesus, filho da Virgem Maria”. Em algumas terras dá também a estola a beijar e, se for caso, benzem-se quadros, imagens e as casas que tiverem sido construídas nesse ano.
Quando a paróquia é demasiado grande recorre-se a outro sacerdote, diáconos ou a um simples seminarista que, nesse dia põe distintivos sacerdotais.
Todo o dia estralejam muitos foguetes em cumprimento de promessas.
Ao cair da noite muita gente vai até à igreja paroquial ver recolher o compasso e, para os «Compassantes», o dia termina com um jantar na residência do padre da freguesia.
Em algumas paróquias para-se, ao meio dia, para almoçar noutros lados é um contínuo correr por estradas, caminhos, atalhos, montes e campos. À porta de cada casa espera de joelhos ou de pé o chefe de família que beija e dá a cruz a beijar aos seus familiares. Normalmente ajoelhados ou em volta da mesa, onde estão os ovos,
as maçãs, as laranjas e o envelope do dinheiro que constitui o folar do senhor abade. Este entra, asperge com água benta, saúda com as palavras “Aleluía! Aleluía! A paz do senhor esteja nesta casa e em todos os que nela
habitam” ou “Aleluía! Aleluía! Ressuscitou Jesus, filho da Virgem Maria”. Em algumas terras dá também a estola a beijar e, se for caso, benzem-se quadros, imagens e as casas que tiverem sido construídas nesse ano.
Quando a paróquia é demasiado grande recorre-se a outro sacerdote, diáconos ou a um simples seminarista que, nesse dia põe distintivos sacerdotais.
Todo o dia estralejam muitos foguetes em cumprimento de promessas.
Ao cair da noite muita gente vai até à igreja paroquial ver recolher o compasso e, para os «Compassantes», o dia termina com um jantar na residência do padre da freguesia.
Páscoa no Alentejo
No Alentejo, a tradição de Páscoa está muito ligada à segunda-feira de Páscoa, na qual, de uma maneira geral, os alentejanos vão para o campo desfrutar da beleza primaveril que nos inunda de cores e cheiros, abrindo o apetite para a gastronomia tradicional neste dia: o borrego e o folar.
Na Arquidiocese de Évora, nalgumas localidades, essa tradição de ir para o campo ganhou contornos de Romaria, com um programa organizado em que o sagrado e o profano convivem, sendo momentos de devoção religiosa e de saudável convívio entre familiares e amigos.
Junto à fronteira, há décadas que, no fim-de-semana da Páscoa, a vila de Campo Maior fica praticamente deserta porque a maioria da população, incluindo famílias inteiras, se mudam literalmente para as margens do rio Xévora, junto do Santuário de Nossa Senhora da Enxara, a poucos quilómetros da aldeia de Ouguela e de Alburquerque.
Apesar das celebrações religiosas acontecerem apenas no Domingo de Páscoa, com a celebração de uma Eucaristia, e na Segunda-feira de Páscoa, com a tradicional Procissão com a imagem de Nossa Senhora da Enxara, os campomaiorenses vão para ali acampar dias antes.
No dia mais importante da Festa, Segunda-feira de Páscoa, feriado municipal, realiza-se uma Missa seguida de procissão em honra de Nossa Senhora da Enxara, terminando as festas, como é tradicional com o sorteio de uma bezerra, um borrego, um Leitão e um Presunto.
Mais a oeste da Arquidiocese, decorre a Romaria em honra de Nossa Senhora do Carmo, que acontece na Serra de São Miguel, concelho de Sousel. Trata-se de uma romaria secular que se realiza anualmente, na segunda-feira de Páscoa. Segundo a imprensa local, as gentes da vila de Sousel, numa azáfama, preparam de véspera o cabrito assado, o ensopado de borrego, as “costas” e o pão que são feitos no forno de lenha. Na Segunda-feira de Páscoa invadem a Serra de S. Miguel, em busca de uma sobra das oliveiras que a povoam, para estenderem as suas toalhas e fazerem o piquenique.
Durante a Páscoa, a imagem de Nossa Senhora do Carmo é levada para a Capela, no alto daquela Serra. E na próxima Segunda-feira, cumprindo a tradição, está marcada a Missa seguida de Procissão, para o meio-dia. Finalizadas as cerimónias religiosas, acontece o almoço e depois, o tradicional rebola. Para outros, depois do almoço vem a “sesta”, enquanto esperam pelo início da tourada, marcada.
A Sul na Arquidiocese, nomeadamente, por Mourão, na segunda-feira de Páscoa realiza-se a Romaria de S. Pedro dos Olivais. O dia começa com o cortejo, em volta do Jardim Municipal, a Missa Solene campal, na ermida de S. Pedro, seguida de Procissão em volta da ermida. Após a confraternização, inicia-se o Arraial, com o leilão das fogaças ofertadas.
Pelo Alentejo fora existem ainda outras festas e romarias tradicionais com maior ou menor organização, que marcam a segunda-feira de Páscoa e os dias seguintes, como acontece no concelho de Alandroal, onde na segunda-feira de Pascoela, oitavo dia depois da Páscoa, acontece a Romaria da Senhora da Boa Nova, para a qual muitos ainda guardam o borrego e o foral para degustarem por esses dias.
No vizinho concelho de Borba também se assinala a segunda-feira de Páscoa, com a Festa de Santa Bárbara, e na segunda-feira a seguir, com a Feira da Pascoela.
Em Redondo, a tradição na segunda-feira de Páscoa continua também a cumprir-se com a romaria à Ermida de Nossa Senhora da Piedade.
Na cidade de Elvas a tradição de ir comer o borrego para o campo é também cumprida, sendo que neste caso, na segunda-feira de Páscoa, os elvenses rumam para a Ajuda, nas margens do Rio Guadiana, onde comem o borrego assado.
Na Arquidiocese de Évora, nalgumas localidades, essa tradição de ir para o campo ganhou contornos de Romaria, com um programa organizado em que o sagrado e o profano convivem, sendo momentos de devoção religiosa e de saudável convívio entre familiares e amigos.
Junto à fronteira, há décadas que, no fim-de-semana da Páscoa, a vila de Campo Maior fica praticamente deserta porque a maioria da população, incluindo famílias inteiras, se mudam literalmente para as margens do rio Xévora, junto do Santuário de Nossa Senhora da Enxara, a poucos quilómetros da aldeia de Ouguela e de Alburquerque.
Apesar das celebrações religiosas acontecerem apenas no Domingo de Páscoa, com a celebração de uma Eucaristia, e na Segunda-feira de Páscoa, com a tradicional Procissão com a imagem de Nossa Senhora da Enxara, os campomaiorenses vão para ali acampar dias antes.
No dia mais importante da Festa, Segunda-feira de Páscoa, feriado municipal, realiza-se uma Missa seguida de procissão em honra de Nossa Senhora da Enxara, terminando as festas, como é tradicional com o sorteio de uma bezerra, um borrego, um Leitão e um Presunto.
Mais a oeste da Arquidiocese, decorre a Romaria em honra de Nossa Senhora do Carmo, que acontece na Serra de São Miguel, concelho de Sousel. Trata-se de uma romaria secular que se realiza anualmente, na segunda-feira de Páscoa. Segundo a imprensa local, as gentes da vila de Sousel, numa azáfama, preparam de véspera o cabrito assado, o ensopado de borrego, as “costas” e o pão que são feitos no forno de lenha. Na Segunda-feira de Páscoa invadem a Serra de S. Miguel, em busca de uma sobra das oliveiras que a povoam, para estenderem as suas toalhas e fazerem o piquenique.
Durante a Páscoa, a imagem de Nossa Senhora do Carmo é levada para a Capela, no alto daquela Serra. E na próxima Segunda-feira, cumprindo a tradição, está marcada a Missa seguida de Procissão, para o meio-dia. Finalizadas as cerimónias religiosas, acontece o almoço e depois, o tradicional rebola. Para outros, depois do almoço vem a “sesta”, enquanto esperam pelo início da tourada, marcada.
A Sul na Arquidiocese, nomeadamente, por Mourão, na segunda-feira de Páscoa realiza-se a Romaria de S. Pedro dos Olivais. O dia começa com o cortejo, em volta do Jardim Municipal, a Missa Solene campal, na ermida de S. Pedro, seguida de Procissão em volta da ermida. Após a confraternização, inicia-se o Arraial, com o leilão das fogaças ofertadas.
Pelo Alentejo fora existem ainda outras festas e romarias tradicionais com maior ou menor organização, que marcam a segunda-feira de Páscoa e os dias seguintes, como acontece no concelho de Alandroal, onde na segunda-feira de Pascoela, oitavo dia depois da Páscoa, acontece a Romaria da Senhora da Boa Nova, para a qual muitos ainda guardam o borrego e o foral para degustarem por esses dias.
No vizinho concelho de Borba também se assinala a segunda-feira de Páscoa, com a Festa de Santa Bárbara, e na segunda-feira a seguir, com a Feira da Pascoela.
Em Redondo, a tradição na segunda-feira de Páscoa continua também a cumprir-se com a romaria à Ermida de Nossa Senhora da Piedade.
Na cidade de Elvas a tradição de ir comer o borrego para o campo é também cumprida, sendo que neste caso, na segunda-feira de Páscoa, os elvenses rumam para a Ajuda, nas margens do Rio Guadiana, onde comem o borrego assado.
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