sexta-feira, 6 de março de 2009

Alenquer prepara procissão do Senhor dos Passos


No próximo dia 15 de Março, terceiro Domingo da Quaresma, Alenquer volta a presenciar aquela que é sem dúvida a maior manifestação de fé da sua população, a solene Procissão do Senhor dos Passos, uma vez mais organizada pela Irmandade de Santa Cruz e Passos de Nossos Senhor Jesus Cristo de Alenquer, que este ano perfaz 353 anos. A organização está uma vez mais empenhada em manter um cunho penitencial de verdadeira Via-Sacra, pelo que, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, vão ser montados ao longo do percurso cinco estações (os “passos”) para outros tantos momentos de meditação e oração.
As celebrações religiosas vão ter início na Quinta-feira, dia 12 de Março, na igreja de São Francisco, primeiro dia do solene Tríduo preparatório.
O dia seguinte, Sexta-feira, será o dia da Procissão da Mudança dos andores, feita à luz de archotes, o do Senhor dos Passos para a Igreja da Misericórdia, como habitualmente, e o de Nossa Senhora das Dores para a Igreja do Espírito Santo, algo que acontecerá pela primeira vez.
O Sermão do Encontro, a ter lugar como habitualmente no Largo do Espírito Santo, vai este ano estar a cargo do padre Hugo Santos, Capelão da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa.
Nacional Agência Ecclesia 02/03/2009

Sardoal prepara-se para o Tríduo Pascal


A celebração da Semana Santa no concelho do Sardoal, nos arredores de Abrantes, são marcadas pela cor e o cheiro das flores, cuja presença nas igrejas é quase nula, durante a Quaresma.
A partir de Quinta-feira Santa, até Domingo de Páscoa, o chão das Capelas do Sardoal (S. Sebastião, Senhor dos Remédios, Sant’Ana, Santa Catarina, Nossa Senhora do Carmo e Espírito Santo) e da Igreja da Misericórdia, vai estar enfeitado com tapetes feitos à base de pétalas de flores e verduras naturais, sendo completados com acessórios e artefactos alusivos à Semana Santa e Páscoa.
Tradição popular que se julga ser única no país, remonta a tempos muito antigos, sabendo-se que já existia no século XIX, altura em que atingiu momentos de grande esplendor, factos confirmados pela leitura dos jornais da época.
As tarefas de decoração das Capelas têm lugar na noite de Quarta-feira e prolongam-se pela noite fora, envolvendo cristãos e não-cristãos, agnósticos, não-praticantes, jovens e gente de todas as idades. Ao longo de toda a Vila os habitantes e todos os que por lá passam são confrontados com autênticas obras-primas da religiosidade popular.
As festas religiosas no Sardoal assumem, há muito tempo, uma grande importância no quotidiano dos habitantes deste concelho. Perdem-se nas brumas do tempo e no passado das memórias, as profundas tradições de Fé e Religiosidade das gentes do Concelho.
Nesta ocasião, a Vila ganha uma ambiência especial, sobretudo quando se realiza a Procissão dos Passos do Senhor, de grande simbolismo e imponência, com o Sermão do Encontro, em plena Praça da República.
A Vila prepara-se especialmente para estas celebrações, que têm um percurso bastante particular pelo seu Centro Histórico, a que as ruas estreitas e pavimentadas com seixos do rio, dão um cunho original e característico. Ao longo do percurso existem pequenos nichos nas paredes das casas que, nessa ocasião, servem de altares e que vão marcando os passos de Jesus Cristo.
A Procissão do Senhor da Misericórdia (ou dos Fogaréus), na noite de Quinta-feira Santa, efectuada à luz de velas e archotes, confere à terra um cenário de grande misticismo. A electricidade da rede pública é desligada no percurso do Cortejo, e nas janelas das casas, varandas, sacadas e nas escadarias do Convento de Santa Maria da Caridade, são colocadas e acesas mais de seis centenas de lamparinas de azeite e cera, ou lanternas de vidro.
“Do meio da negritude, entre as sombras do breu e os recortes fuscos do antigo casario, surge o cortejo de vultos, em passo lento e cadenciado, transportando o fogo da fé, que ilumina, que aquece e purifica. Caminham as almas em profundo silêncio apenas se ouvindo os passos no chão e os acordes dolentes da marcha triste executada pela centenária filarmónica” - é este o ambiente que envolve a procissão do Senhor da Misericórdia (ou Fogaréus) que se realiza na quinta-feira Santa, 5 de Abril, pelas 21h30.
Nesta Procissão podem ainda ser apreciados os painéis (provavelmente do século XVIII), pertença da Misericórdia, representando cenas da Paixão de Cristo.
Programa
Quinta-feira Santa
20h00 – Eucaristia da Ceia do Senhor.
Cerimónia do Lava Pés. Adoração com a participação dos Irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento.
21h30 – Procissão do Senhor da Misericórdia (ou Fogaréus).
Sermão do Mandato (a cargo da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, na Igreja do Convento). Esta procissão é feita à luz de velas, archotes e candeeiros com a electricidade de rede pública desligada, ao longo do seu percurso.
Sexta-feira Santa
17h00 – Celebração da Paixão e Morte do Senhor. Adoração da Cruz
Procissão do Enterro do Senhor (Irmandade da Vera Cruz e Santíssimo Sacramento). Sermão da Soledade (Enterro).
Sábado Santo
22h00 – Bênção do Lume Novo, Renovação das Promessas do Baptismo e Ressurreição do Senhor.
Domingo de Páscoa
11h30 – Procissão da Ressurreição do Senhor. Missa Pascal

Nacional Octávio Carmo 05/04/2007 16:00 3947 Caracteres
2264 Semana Santa

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Procissão do Senhor dos Passos - Alenquer


Sempre vai haver Procissão do Senhor Morto em Faro


A Câmara de Faro e a Santa Casa da Misericórdia chegaram a acordo para que este ano, na Sexta-Feira Santa, volte a haver a Procissão do Enterro do Senhor Morto, uma das mais importantes manifestações religiosas da capital algarvia.
A procissão chegou a estar em risco devido ao estado de degradação da Igreja da Misericórdia, que o provedor Candeias Neto temia poder colocar em perigo os fiéis que participassem, uma vez que o cortejo religioso sai dessa igreja situada no centro da cidade de Faro.Defendendo o interesse público e o valor patrimonial da Igreja da Misericórdia, o Município de Faro decidiu, em Dezembro passado, aprovar um protocolo de apoio à recuperação daquele templo religioso no montante de 100 mil euros, «substituindo-se desta forma ao Estado que tinha a obrigação de preservar aquele imóvel classificado, mas que até ao momento ainda não se pronunciou», salientou a Câmara farense em comunicado.Este compromisso da autarquia parece ter levado a Santa Casa da Misericórdia de Faro a recuar na sua decisão de este ano não promover a procissão.Em comunicado, o presidente da Câmara José Apolinário veio esta terça-feira «reconhecer publicamente o esforço e empenho da Santa Casa da Misericórdia de Faro na prossecução das condições necessárias à realização da Procissão do Senhor».Na mesma nota, a Câmara «agradece a todos quantos contribuíram para a realização da Procissão do Senhor convidando todos os moradores da Baixa de Faro, por onde este ano vai passar a Procissão, a engalanarem as suas varandas e janelas, colocando colchas e mantas, contribuindo desta forma para embelezar ainda mais o percurso e engrandecer esta tradição dos farenses e da Capital do Algarve».A Procissão do Senhor Morto realiza-se na Sexta-Feira Santa, em Faro, saindo da Igreja da Misericórdia às 21 horas e percorrendo depois as principais ruas da Baixa da cidade.A procissão junta milhares de pessoas em Faro, constituindo uma das maiores manifestações sociais e de fé do Algarve, sendo uma das mais antigas e participadas tradições da sociedade farense. As celebrações da Semana Santa em Faro remontam a 1678. Ressalta pela sumptuosidade a Procissão do Enterro do Senhor, celebrada na noite de Sexta-Feira Santa, para a qual as ruas são ricamente decoradas, evocando a paixão de Cristo. Esta Procissão é uma das maiores do Algarve e a mais imponente que se realiza em Faro. Representa a morte e enterro de Jesus Cristo e o cortejo que os Romanos Lhe fizeram até ao sepulcro.Caracteriza esta procissão aquilo a que se chama o seu ecumenismo: toda a gente, seja qual for o seu credo religioso, a aceita bem, sendo milhares as pessoas que participam ou assistem.A procissão sai da Igreja da Misericórdia, pelas 21h00, aberta por um friso de tochas. Segue-se a matraca, cujo som áspero que se ouve ao longe, simboliza as ondas de ódio amontoadas pelos Judeus à volta de Cristo. A certa distância vem o guião ladeado por duas lanternas. Alguns metros desviada, a iniciar as alas as balandraus com tochas, a cruz com o lençol pendurado. Entre as alas, o tumbinho carregando o Corpo de Cristo, debaixo do pálio.Seguem a procissão, o clero, todo vestido de negro, as entidades oficiais, representantes de várias instituições e alas intermináveis de “promessas”, composta por uma imensidão de homens e mulheres e, no meio, os três andores. São várias as entidades que se costumam associar a este procissão, nomeadamente a Câmara Municipal de Faro, o Motoclube de Faro, os Bombeiros Municipais e os Bombeiros Voluntários de Faro, Protecção Civil Municipal, Escuteiros de Portugal e a Cruz Vermelha.
24 de Fevereiro de 2009 19:28
barlavento

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Semana Santa mantém viva tradição e inova com espectáculo de rua

Foi apresentado na Sala do Cabido da Sé Catedral de Braga o programa para a Quaresma e Semana Santa de 2009.

A encenação dramática do encontro da Senhora das Dores com o Senhor dos Passos é a inovação do programa deste ano da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, apresentado ontem na Sé. Ao espectáculo de rua “Procissão dos Lírios” juntam-se seis concertos e seis exposições, numa programação que «mantém vivos os essenciais actos celebrativos» desta tradição multissecular.
O presidente da comissão organizadora aproveitou para lamentar a falta de apoio de «órgãos decisórios superiores, em regra distantes de Braga». Para o cónego Jorge Coutinho, a cidade e a população de Braga mereciam mais consideração.
Segundo aquele responsável, o espectáculo do dia 21 de Março constituirá «um momento de grande emoção e beleza teatral e religiosa». A encenação será protagonizada pelo Grupo Gólgota, dirigido pelos Padres Passionistas de Santa Maria da Feira, num total de 85 actores e figurantes.
No espectáculo, que terá lugar entre a Praça do Município e o Largo do Paço, os andores da Senhora das Dores e Senhor dos Passos serão cobertos de lírios brancos e roxos.
O cónego Jorge Coutinho sublinhou que o programa alia a cultura à celebração da Fé, uma dupla faceta que nada tem de folclórico. «Ao contrário de algumas críticas que falam de uma Semana Santa folclórica, a comissão entende que as duas facetas são modos diferentes, mas ambos pertinentes, de celebrar a Fé e de fazer evangelização», sustentou.
Programa orçado em 155 mil euros
A Semana Santa vai custar cerca de 155 mil euros, um valor que a comissão espera cobrir com «esforço financeiro», patrocínios e donativos. O cónego Coutinho lembrou que a cidade é a grande beneficiária deste investimento, que se traduz numa grande afluência de turistas e na dinamização do comércio, concretamente da hotelaria e restauração.
Do programa, Jorge Coutinho destacou a oratória “Paulus”, de F. Mendelssohn-Bartholdy, a executar na Sé a 7 de Abril, pelo Coro da Sé do Porto. Com este concerto, a comissão faz a ligação da Semana Santa com o Ano Paulino em curso.
A exposição itinerante, iniciada em 2008, vai continuar, devendo chegar a outras cidades do país e à Galiza. A realização de um concurso de fotografia sobre a Semana Santa é outra das novidades. A iniciativa está a ser preparada com o apoio da Fnac de Braga.
A imagem das Solenidades da Quaresma e Semana Santa 2009, que se iniciam a 25 de Fevereiro com a abertura do Lausperene, tem como motivo central um queimador, do qual surge um efeito luminoso em forma de cruz.
O trabalho desenvolvido pela “Paleta de Ideias” simboliza o lado positivo do mistério da Cruz de Cristo, «que transformou as trevas do mal e da morte em luminosa esperança de ressurreição e glória».
Este ano a comissão vai reforçar a decoração de rua, sobretudo nas artérias onde passam as procissões. Esse reforço será visível nas ruas D. Afonso Henriques, Frei Caetano Brandão e Largo Paulo Orósio. Na Arcada serão colocados novos motivos decorativos.
Comboios especiais
À semelhança do ano passado, a CP deverá fazer um serviço especial de comboios entre Porto e Braga, concretamente nos dias em que se realizam as procissões dos Passos, do Ecce Homo e do Enterro do Senhor. A vereadora do Turismo da Câmara de Braga adiantou que no ano passado, o serviço especial da CP transportou 3500 passageiros.
Ana Paula Morais destacou a importância da Semana Santa como produto do turismo religioso e garantiu o apoio financeiro e logístico da Câmara de Braga.
Refira-se que a comissão organizadora é composta por três entidades religiosas (Cabido da Sé, Irmandade de Santa Cruz e Irmandade da Misericórdia) e três civis (Câmara de Braga, Associação Comercial e Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal), a que se juntam a paróquia e Junta de Freguesia de S. Victor.


Marta Encarnação

Diário do Minho

Procissão dos Passos - Ovar



A irmandade dos Passos foi fundada em 1570 ou 1572. Uma das mais importantes finalidades da irmandade dos Passos era o acompanhamento dos confrades à sepultura. Antigamente fazia-se a Procissão dos Passos de Cristo, sendo cada passo representado por figuras de palha em capelas portáteis.
Entre os fins do séc. XVIII e até 1826 a Procissão dos Passos deixou de se fazer, e de 1826 até 1964 foi realizada ocasionalmente. Em 1964 constitui-se uma comissão tornando a realizar-se esta procissão.
No sábado à noite a imagem da Nossa Sra. da Soledade é conduzida processionalmente da capela do Calvário para a de Sto. António.
No domingo após o sermão do pretório sai da igreja a Procissão dos Passos e da capela de Sto. António a Procissão do Encontro onde sai a Senhora, antigamente era da capela de São Tomé, da Capela de Sto António, e dirigia-se para o passo do encontro, chegando aí ao mesmo tempo que o andor dos Passos que marchava em sentido oposto encontrando-se e seguindo depois para a capela do Calvário.
As diferentes capelas do Calvário encontram-se expostas, durante o dia, para a adoração dos fiéis, ornamentadas com elegância.
O Cântico da Verónica era ouvido no dia da procissão dos Passos e na sexta-feira Santa. No dia dos Passos cantava-se duas vezes, na igreja após o sermão e no Passo da Verónica. Havia também as Verónicas que cantavam na escadaria da igreja e em todos os Passos. Enquanto cantava a Verónica ia desdobrando um pequeno sudário, onde estava pintado o doloroso rosto de Jesus. O último está guardado na Casa Museu da Ordem Terceira e continua a sair na Procissão do enterro do Senhor, à noite em frente à imagem de Nossa Sra. das Dores, transportado por um menino.
Esta procissão é das mais antigas e majestosas da cidade de Ovar, compõe-se de dois andores o do esquife do Senhor e de Nossa Sra. da Soledade. A sepultura de Cristo faz-se na capela do Calvário, seguindo o andor de Nossa Sra. para a igreja.
Até 1828 realizava-se o auto do Descimento da Cruz, seguindo-se o enterro do Senhor, findando o trajecto da Procissão no Calvário. A imagem do Senhor era passado do esquife para um caixão que era depois metido numa cova aberta no chão areento e mais tarde sepultado na sacristia.
Segundo João Leite de Vasconcelos reza uma anedota a este respeito, que os vareiros enterravam o Senhor na areia: "armaram um andor em que ia uma imagem de Cristo, feita de roca, vestida de palha e enfeitada. Quando ia a procissão sobreveio uma tempestade em meio de um areal. Todos fugiram e o andor ficou desamparado na areia. Entrementes passou um burro, que cheirando-lhe a palha da imagem, a comeu, deixando esta quase soterrada na areia".